Minha amiga Ana Maria

POEMA DO VIVER BEM

 

Pensamentos me sobrevêm...

O que fazer para se viver bem?

Será que é tão difícil?

Ou será que não enxergamos bem?

O segredo consiste nas pequenas coisas da vida

Você acha fácil rir com frequência,

Amar muito, conquistar pessoas,

Independente de seu nível social,

Ganhar o sorriso e a afeição de uma criança,

Lembrar-se sempre da fé e da esperança,

Apreciar a beleza da natureza

Se encantar com a chegada da primavera

Descobrir o que o outro tem de bom

Sem se invejar...

Dedicar-se de corpo e alma na sua tarefa diária

Sem se desanimar...

Lutar com prazer mas

Sem desfazer de ninguém.

 

Buscar seu objetivo

 nem que seja por um mundo um pouco melhor,

nem que seja pelo zelar de um belo jardim,

nem que seja por um trabalho prazeroso,

nem que seja por um estudo importante,

nem que seja por uma ideologia constante

na busca de uma condição social mais justa

ou nem que seja simplesmente lutar... pela paz de seu lar.

Que tal brincar de ser feliz?

Gargalhar com todo seu entusiasmo

Cantar com todo seu fervor

Agradecer a Deus pela sua vida todos os dias!

Para quem quer viver bem

Saiba que sempre existe alguém

Que poderá suspirar tranquilo e aliviado

Se  colocar em sua vida mais música e poesia também!!!

Adaptação:

Ana Maria Perruzzetto Franco de Almeida 

Recado Materno - Por CASTELINHO

Diz minha mãe: “agora virou poeta”?

Sim, deixei de ser consumidor de sonho.

Por isso devotado componho

Meus versos e os atiro como seta.

 

Poderia apenas andar de bicicleta,

Pedalando saudável e risonho...

É o que faz qualquer pateta,

Para fugir do infarto medonho.

 

Eu optei pelo caminho mais leve,

em que raramente alguém se atreve,

de ir cantando pelo mundo...

 

Um grande bem para as coronárias:

entoar alegre as próprias árias,

sem deixar as Musas por um segundo....

 

P.s.:Hum, adorei! Pateta, mas risonha.

JOSÉ - Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

e noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

e agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?

 

E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse,

a valsa vieniense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

Também, aliás, apenas

Sai

Passeia

Faz o que quer

Depois volta

Eu lá sentada

Nunca mais

Se eu fosse homem

Também queria morar junto

Alguém que cuidasse de mim

Aliás eu também quero

Alguém que cuide de mim

Não apenas de si

Se encontrar alguém assim

Também caso

(Francisco Alvim)

Lembrete

Se procurar bem,

você acaba encontrando não a explicação (duvidosa) da vida,

mas a poesia (inexplicável) da vida.

Carlos Drummond de Andrade

Raullllllllll

Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!

Isso foi hoje...

Dá para acreditar nessas flores no meio da poluição?!

 

Frejat

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar...

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